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Freguesia essencialmente rural, mas com uma vertente cultural e social.

 

Cruzeiro_i.jpgDe âmbito social, o Centro Social Padre David de Oliveira Martins , que teve como Fundador o saudoso Padre David de Oliveira Martins. O Reverendo Cónego Narciso Carneiro Fernandes, seu sucessor, ampliou o orfanato, construiu o Lar para a terceira idade. Em dezembro de 2008, um ano depois de começar, a Instituiçãlo é certificada no Sistema de Gestão de Qualidade, de acordo com a NP EN ISO 9001:2000 o que reconhece o esforço de toda a Instituiçao em assegurar a conformidade dos seus serviços, a satisfação dos seus utentes e a melhoria continua.
Uma referência a Nível Nacional.

De âmbito cultural, a Alfacoop, cooperativa de ensino, que ministra Cultura e Educação a jovens dos concelhos de Braga, Barcelos e V. N. de Famalicão, uma das escolas de maior sucesso nestes concelhos.

Em termos ecológicos esta freguesia possui seis ecopontos para incentivo à separação de lixos. A recolha dos RSU é feita porta a porta, três dias por semana.

Ruílhe dista cerca de 10km da sede do concelho, na margem esquerda do Rio Este.

A instituição da paróquia é anterior ao século XIII, uma vez que nos inícios desse século aparece como uma das freguesias iniciais do julgado ou terra medieval de Penafiel "juxta de Bastuzo" (isto é, Penafiel de Bastuço).

A própria toponímia indica a antiguidade do seu povoamento, já referenciado na época da romanização. Talvez se relacionem com esta antiguidade os topónimos Arentim, evidente genitivo medieval, significando eventualmente a "villa" de um Arentinus, ou Arentini "villa"; Silva, talvez de Silvana, "villa" de Silvanus; Bagoim; Noversi (séc. XIII), etc. Topónimos de origem germânica também não faltam, estando entre eles o principal, Ruílhe (em 1220, Ruili, em 1258 Royli) que corresponde ao genitivo do nome pessoal hipotético Rodellus, " que tomou o lugar do nome hipocorístico Rodila" (segundo J. Piel), aludindo pois a uma Rodili "villa", ou semelhante. Nesta propriedade foi construída a igreja de S. Paio, cuja invocação não será anterior ao séc. X. Outro antigo genitivo toponímico desta freguesia é Tidim "villa", talvez também de um bárbaro germânico ou reconquistador neo-gótico. Outros toponímos antigos e interessantes são Fonte Pena (séc. XIII) ou Fonte de Pena (onde "pena" poderá aludir a fortificação roqueira,  correspondente à fonte); Vale Romão (séc. XIII), ou Vale de Romão; Alvarido, etc.

A situação da população desta freguesia nos princípios do séc. XIII era ainda de pouca expressão. As condições (contribuições) dos colonos reguengueiros eram duras e pesadas. Silva é tratada então de "villa", aludindo-se a um palácio que existia neste lugar, para pousa do Rei.

Em 1220, os foros e direitos reais cabiam a D. Estevão Soares, não o arcebispo de Braga, mas um nobre que figura nos primeiros anos de D. Sancho II, talvez da estirpe "de Belmit" (couto vizinho) e tenete de Penafiel de Bastuço, ou, pelo menos, o prestameiro. Já então a igreja local de S. Paio possuía searas na freguesia, tendo a Ordem do Hospital um casal e a Igreja de S. Salvador de Tebosa outro. Os moradores eram obrigados a chamar o mordomo para juntar o pão do físico e levá-lo ao paço do Rei existente na própria "villa", conforme referem as Inquirições de 1258. Os referidos tributos eram solvidos nas festas principais do ano: S. João Baptista, S. Miguel, Natal, Páscoa e Maias.

Em 1290, esta freguesia pertencia na sua totalidade a Afonso Rodrigues, fidalgo a quem o rei havia dado.

Em termos de património cultural edificado: Igreja Matriz, cruzeiro e casa d'Este.

Pretendemos desenvolver o Urbanismo em termos de habitação e Indústria não poluente.

 

No seu percurso de comboio entre Braga e Famalicão, descrita por José Augusto Vieira em "O Minho Pitoresco", o autor refere-se a Ruílhe, dizendo que "esta passa por nós à esquerda; mal há tempo para ver a sua singela torre, onde os sinos se encasalam em um arco duplo de alvenaria, porque logo o comboio pára".